Sobre

 

O Congresso Nacional de Psicanálise, Direito e Literatura (CONPDL) foi concebido a partir do percurso acadêmico do Prof. Fábio Belo, psicólogo e psicanalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com doutorado em Literatura Brasileira sobre as relações de violência em Sargento Getúlio, de João Ubaldo Ribeiro.

Em 2008, Fábio Belo, então Professor da Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC), propôs uma pesquisa que fizesse dialogar as áreas da psicanálise, do direito e da literatura. Tendo sido convidado a participar das jornadas realizadas pelo Núcleo de Pesquisa em Direito e Psicanálise liderado pelo Professor Jacinto Coutinho, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), núcleo este que tinha os mesmos interesses da sua pesquisa, Fábio Belo propôs então reunir parte desse grupo, juntamente com pesquisadores das áreas de psicanálise, direito e literatura para discutir, a partir de um olhar psicanalítico, como ficção e lei se relacionam. Nasce aí então, no ano de 2009, o Congresso Nacional de Psicanálise, Direito e Literatura, que foi realizado pela primeira vez em Nova Lima, na FDMC, com o tema “Ficções da Lei. Leis da Ficção”.

A primeira edição do CONPDL  foi muito bem sucedida, atraindo pesquisadores de todo o país. Até então, outras três edições foram feitas. A segunda, realizada em 2010, se propôs a trabalhar a hermenêutica do sujeito, o cuidado de si e como esse tema ligado à obra de Michel Foucault também se articula com o direito, a literatura e a psicanálise. Com o tema “Estética da existência”, a ideia era explorar como a psicanálise, o direito e a literatura nos auxiliam a pensar modos diversos de constituição subjetiva.

Na terceira edição, realizada em 2011, tratou-se de investigar o texto “Responsabilidade e Resposta”, de Jean Laplanche, que propõe uma importante desconstrução da noção jurídico-moral da responsabilidade, a partir da teoria da sedução generalizada. A partir dessa terceira edição, aliás, o grupo de professores convidado tem produzido pesquisas sempre a partir da teoria da sedução generalizada de Laplanche.

Nessa perspectiva, em setembro de 2015 ocorreu a quarta edição do CONPDL que se propôs a investigar a peça Íon, de Eurípedes, e a paternidade – ou melhor, o cuidado de bebês exercido pelos homens.

A ideia que sustenta esse congresso é que o direito deve sempre retomar suas origens pulsionais, reabrir-se às ficções que o sustentam, para que possa acolher de forma sempre sistemática os efeitos do inconsciente no agir humano.

 

 

 

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